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7 coisas que você deve saber sobre o câncer de mama

Segundo a Associação Espanhola Contra o Câncer, a incidência do câncer de mama aumenta lentamente, ano após ano, em todo o mundo, a razão entre o 1 e o 2%. A razão para este aumento é desconhecido, mas hoje estima-se que 1 em cada 8 mulheres desenvolve o câncer. Em Portugal são diagnosticados cerca de 26.000 casos anuais, fundamentalmente diagnosticados, por idades, entre os 35 e os 80 anos, com o máximo entre os 45 e os 65 anos. É o câncer mais frequente entre as mulheres.

Mulher explorándose das mamas

Deve-Se controlar qualquer mudança em uma ou ambas as mamas


A sobrevivência em Portugal (em cinco anos) é das mais altas do mundo e está acima da média europeia, com um 82,8%. E também deve-se mencionar que esta sobrevivência aumenta 1,4% ano após ano. Estas são inspiradas números se devem a dois fatores, principalmente: os constantes avanços nos tratamentos e os programas de rastreio (ou seja, de prevenção).


Falamos com a nossa colaboradora Dra Helena Zaldívar sobre o que deveria saber sobre esta doença.


1. O câncer de mama não é uma única doença


Existem vários tipos de câncer de mama, na verdade, que aparecem em diferentes partes do peito. A doença é diferente de uma mulher para outra, pode ser diagnosticada em diferentes fases e crescer com rapidez variável.


Alguns cancros são mais agressivos do que outros. “O tratamento do câncer é ‘à medida’, que é diferente para cada mulher, e instaura-se em função de muitos fatores. Daí que um tratamento ou de um medicamento apropriados para uma mulher pode não ser para outra”, diz Elena.


2. Muito poucos casos de cancro de mama são hereditários


“Só vai ter câncer se algum familiar tenha sofrido antes”: Esta é uma das crenças mais difundidas. Na realidade, muito poucos casos são hereditários. “Muitos acreditam que o câncer de mama é genético, mas isso é falso. Apenas cerca de 5% dos casos são causados por herança de um gene alterado. O que acontece é que este câncer é muito comum”, explica.


Se você se preocupa com seu próprio risco devido à herança genética ao câncer de mama, fale com o seu médico de família.


Não há que entrar em pior quando se descobre um caroço no peito…


3. São muito importantes, o aspecto e as “sensações” das mamas


“Todas as mulheres devem conhecer bem as mamas”, diz a Dra Zaldívar. “Trata-Se de saber detectar qualquer alteração. Examínese quando estiver mais confortável, seja no duche ou no banho ou na cama”.


O Que se deve controlar? Pois o que se segue:

Mulher com o laço do câncer no peito

A grande maioria dos nódulos são benignos



  • Qualquer mudança no tamanho ou a forma de uma ou das duas mamas.

  • Um pacote, ou qualquer área com o tecido anormalmente grosso.

  • Uma dor na axila ou em uma mama que não remete. Uma dor deve ser muito raramente a um câncer, mas se persistir, vá ao médico.

  • Qualquer mudança na textura da pele, como rugas ou covinhas.

  • Manchas ou erupções cutâneas, principalmente ao redor do mamilo.

  • Qualquer inchaço na axila ou na região da clavícula.

  • Qualquer secreção por um dos mamilos.

Conhecer bem o visual e as sensações de mama será de grande ajuda para encontrar as possíveis mudanças futuras. “É importante a exploração da axila, a clavícula e as laterais do peito”, explica Helena. Qualquer alteração deve ser examinado por um especialista.


O ignorá-los não vai fazer com que eles desapareçam!


4. Um volume não sempre é câncer


Um inchaço no peito é o mais revelador e conhecido sintoma do câncer. Mas “apenas um em cada dez é maligno; os outros são benignos ou não cancerosos”, de acordo com Elena.


“A maioria deles não vai ser cancros. Devem-Se a este ou a outros problemas, como tumores de caráter benigno; mas, é claro, qualquer caroço deve-se examiná-la o médico o quanto antes”.


5. Os programas de rastreio salvam vidas


Isto, já o dissemos na introdução. Todas as mulheres de mais de 40 anos de idade devem seguir rigorosamente os programas de rastreio, conforme estabelecem as autoridades sanitárias, com mamografias e exames regulares. Não é fácil estimar o número de vidas salvas graças a esses programas, mas são considerados um fator-chave para a boa sobrevivência deste cancro em Portugal.


Infelizmente, os programas oficiais de rastreio terminam, hoje por hoje, aos 64 anos (embora algumas Comunidades Autónomas estão ampliando até os 69). “Mas recomendamos que as mulheres de idades superiores os sigam. Estão em uma idade em que ainda há grande prevalência da doença”, diz Elena.


6. O estilo de vida importa


Um estilo de vida saudável pode realmente ajudar a reduzir o risco de câncer de mama. Um recente estudo mostrou que uma dieta saudável, um pouco de exercício, limitar o consumo de álcool e manter um peso saudável, tudo isso combinado, reduz o risco.


“Não é fácil garantir, porque na verdade não sabemos o que causa o câncer de mama”, diz Elena. “Mas há uma evidência clara de que ser magra e fazer mais exercício físico diminui o risco de câncer. Também existe evidência, embora menor, de que mesmo pequenas quantidades de álcool, o que aumenta, ainda não sabemos em que medida”.


Com tudo, os riscos mais significativos são: satisfazer anos e… ser mulher.


7. Também os homens podem tê-lo


Sim, muita gente não sabe, mas este tipo de câncer também se dá nos homens. “Eles, como nós, também têm tecido mamário, embora em menor quantidade. Em Portugal, apenas cerca de 1% dos cânceres de mama são apresentados em homens. Não deixam de ser casos muito raros, mas o câncer de mama no hombreexiste”, conclui.


Apenas um em cada cem casos ocorre em homens. Mas acontece.

7 coisas que você deve saber sobre o câncer de mama
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